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janeiro 17, 2013 · 12:58 am

BH vai parar

BH vai parar, assim cantavam junto à batida de palmas os rodoviários na Praça Sete. Vai parar? Que nada, já parou. Parou o respeito com o cidadão de bem, com o professor que não tem direito a um salário digno, com as motoristas e cobradoras de coletivo que não têm direito de ter banheiro feminino nos pontos finais e até com os estudantes que enfrentam uma burocracia desanimadora para ter direito ao meio passe no transporte. Quando foi que BH parou? Não, eu não sei exatamente, mas sei quem ajudou.

E olha, olha mesmo, a Praça da Estação também parou. As fontes que deveriam jorrar água sempre, não jorram mais, pararam. Às vezes elas até funcionam, mas isso é raro. Cadê a água? Eles estão com medo de virar praia. É, isso mesmo, praia! “Praia da Estação”, que tal? É o que propôs um grupo de pessoas inconformadas com o mau uso de um dos principais pontos turísticos da cidade e que foram pra lá, manifestar de bermuda e biquíni. A Praça da Estação, aquela que era estacionamento de muita gente importante e que gastaram milhões de reais para revitalizá-la com a mentira de que o local se tornaria um espaço cultural para a população belorizontina. Lá só o carnaval, o réveillon e grandes eventos de importantes empresas conseguem liberação da prefeitura.

BH vai parar! BH parou! E o trânsito apenas acompanhou…

http://blogdobaldi.blogspot.com.br/

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Meia Virada Cultural – Bairro São Mateus BH

Meia Virada Cultural - Bairro São Mateus BH

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março 29, 2012 · 12:12 am

Cobertura da Praia para Iemanjá

Pessoas, flores, crenças e o mar!

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Galera, segue r…

Galera, segue relato de pessoas da Casa da Bandeira Preta que estiveram no
despejo de ontem na ocupação Zilah Spozito.

Acordamos na Dandara, com a notícia de que estava rolando o despejo na
Zilah, que a tropa de choque estava lá e a galera pedindo ajuda.

Subimos correndo ao centro comunitário onde haviam mais pessoas da Dandara
fazendo o corre de avisar e chamar pessoas pro apoio e agilizando caronas.

Fomos em 4 carros cheios, no caminho recebemos uma ligação de lá pedindo
que fossemos rápido pois haviam começado a derrubar as casas. Chegamos lá
próximo do meio dia. Soubemos que a polícia estava lá desde as 10:30 mais
ou menos.

Ao chegarmos a comunidade já estava toda isolado com cordão policial dando
a volta toda, não havia como entrar. Havia umas centenas de policiais e
mais umas centenas de trabalhadores da prefeitura vestidos de laranja
demolindo as casas.

Muitas viaturas em todas as ruas de acesso a ocupação, trator e até uma
ambulância no aguardo. Quando chegamos uma ou outra casa já haviam sido
derrubadas e váriam outras em processo de demolição.

A comunidade fica na parte baixa de um vale e o cordão de policiais
militares cercava toda a parte de cima impedindo que qualquer pessoa
descesse. Haviam aproximadamente umas 200 pessoas entre moradores,
vizinhos, amigos e apoiadores do lado de fora do cerco, indignadas
tentando pensar alguma maneira de impedir o que estava acontecendo.
Vários moradores haviam saido de suas casas cedo pra comprar pão e quando
voltaram não podiam mais descer nem para buscar suas coisas. Pessoas
chorando, xingando, indignadas.

Demos uma volta pela área para tentar pensar alguma forma de agir em
relação a que estava acontecendo, mas a sensação era apenas de impotência,
ódio e nenhuma luz de como impedir aquele absurdo. Ouvimos dizer que não
havia ordem judicial para o despejo, ao indagar os policiais sobre isso
todos só diziam que estavam cumprindo ordens, que só o comandante sabia
disso mas que a polícia não faria isso do nada, não encontramos o
comandante para exigir o mandado.

A tropa de choque fazia um segundo cordão lá em baixo próximo das casas.
Houve uma tentativa por parte dos moradores e apoiadores de romper o
cordão policial, eles então jogaram spray de pimenta no rosto das pessoas
inclusive crianças e chamaram reforço da guarda municipal. Numa segunda
tentativa de romper o cordão, houve novamente spray de pimenta e reforço,
desta vez da tropa de choque. Então formou-se um cordão cabuloso com
policiais militares, guardas municipais e tropa de choque.

O tempo todo ouvia-se o barulho dos tijolos caindo e casas sendo
derrubadas que cortava o coração de qualquer ser humano que o possui.

O advogado chegou mais tarde pois estava em audiencia com o juiz e não
podia sair antes, nisso quase todas as casas já haviam sido derrubadas. O
advogado conseguiu descer para tentar resolver o que ainda desse para
resolver, esperando lá de cima ouvimos boatos de que estavam tentando
prender o advogado e nos pediram que fossemos até a outra entrada, onde
tinha menos gente para ver se os policiais iam sair com ele por lá.

Fomos até lá, estavamos em 4 pessoas, todos encapuzados, chamando um pouco
de atenção pois não teve muita gente que aderiu ao encapuzamento.

Chegamos do outro lado, só haviam policiais lá, sentamos na grama do
barranco para ficar de olho, apareceram algumas pessoas à paisana se
dizendo estudantes de direito e fazendo algumas perguntas (se nós eramos
do movimento, se podiam tirar foto etc), só demos meias respostas, todas
com um pé atrás, esse tal estudante foi então falar com os policiais que
etavam logo abaixo, enquanto isso aparecerem alguns meninos da comunidade,
uns 3 de aproximadamente 14 nos que se aproximaram do poiliciais que
gritaram dizendo que subissem, um deles ao se virar para subir recebeu um
soco nas costas e quase caiu, instintivamente nos levantamos dizendo “O
que é isso?!!” os policiais ficaram emputecidos nos mandaram calar a boca
se não o coisa ia ficar preta pro nosso lado e subiram na nossa direção,
abriram as mochilas, revistaram tudo, pediram documentos para puxar nossa
ficha. O que até então se dizia estudante de direito nesse momento se
assumiu policial civil.

Umx de nós estava com uma câmera fotográfica, havia feito muitas fotos com
os rostos e identificação de muitos policiais, dos guardas municipais, das
placas das viaturas e das demolições, o policial civil pegou a câmera e
apagou todas as fotos sob ameaça de morte caso tivessem fotos dele.

Houveram muitas ameaças, chigamentos e comentários extremanente machistas.
Nesse momento houve um pequeno desfalque ou apenas um relaxamento por
parte da polícia do outro lado (ja que os encapuzados tinham saido) e uma
parte da galera conseguiu descer. Entraram nas casas que ainda restavam e
(umas 7) e não deixaram que elas fossem demolidas. Pouco tempo depois a
polícia desistiu e foi embora. A desistência dve ter s dado pelo fato de
que o advogado estava lá e havia comprovado a inexistência de mantado
judicial, e além disso tinha muitas pessoas dispostas a ficar nas casas
não importsse o que a polícia fizensse, ou seja ia ficar muito feio se
tentassem continuar as demolições pois isso só seria possivel caso
houvesse um massacre.

Depois da polícia ter ido embora, e a ordem (não juducial) de despejo
sUspensa, foram levantados barracões de lona para que as famílias pudessem
dormir, e muitas delas foram alojadas também nas casas de vizinhos, durant
a noite e em baixo de chuva, os moradores e apoiadores continuaram
erguendo barracões e recomessando as casas.

MAIS UMA AÇÃO CRIMINOSA POR PARTE DA POLÍCIA E DA PREFEITURA DE BELOHORIZONTE!

MAS NÓS NÃO FICAREMOS CALADOS E NEM PARADOS! TODOS EM APOIO AS COMUNIDADES AMEAÇADAS DE DESPEJO! FORA MÁRCIO LACRDA, SEU GOVERNO É UMA MERDA!

FORA COPA DO MUNDO E CONTROLE FACISTA DA FIFA SOBRE AS CIDADES SEDE!

FORA PM DO MUNDO! FORA PROCESSOS DE GENTRIFICAÇÃO, MASSACRE DO POVO POBRE!

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/10/499055.shtml

Casa da Bandeira Preta – Agrupamento de indivíduos autonomxs em
resistência na Dandara
Cada barracão de lona também é uma bandeira preta!

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outubro 22, 2011 · 3:54 pm

Notícias da Comunidade Zilah Spósito.

Notícias da Comunidade Zilah Spósito.

Não existia um mandado de desocupação da área onde estavam erguidas 39
casas. Havia um termo de ajustamento de postura da PBH que iria derrubar
apenas as casas que estivessem vazias.

Hoje trabalhadores da PBH foram até o local acompanhados da PM e começaram
a derrubada indiscriminada das casas. A PM, Batalhão de Choque, invadiu
casas e expulsou os moradores com spray de pimenta para homens, mulheres e
crianças.

A rede de solidariedade mobilizada as pressas pelo Grupo Pólos de
Cidadania e Brigadas Populares chegou ao local e percebeu a tramóia. Uma
ação totalmente ilegal da PBH, sem mandado de reintegração de pose, sem
aviso prévio e nenhuma garantia para as famílias, que seriam jogadas na
rua.
Diante disso o Ministério Público foi acionado e agora está fazendo a
perícia do local para a elaboração de uma representação por improbidade
administrativa contra o Prefeito Márcio Lacerda.

Das 34 casas existentes no local, sobraram 9. A mobilização agora é para
conseguir abrigar as pessoas e fazer comida. E vem chuva ai!

Um alerta importante! Existem mais 5 comunidades em BH com risco de serem
despejadas. Ao que tudo indica este foi um teste da PBH para saber como
será a repercussão na sociedade e como isso pode interferir na reeleição
do prefeito. Por tanto, peço a todos que lerem esta nota que compartilhem
com os amigos e repassem a informação para a suas listas de email.

Vamos ver amanhã como isso será noticiado, se for noticiado.
Independente da mídia corporativa precisamos nos unir e espalhar a
informação. Só um povo consciente pode lutar por seus direitos.

UM SALVE! Para toda a galera correria e disposição que chegou até lá e
impediu mais uma insensatez do Sr. Marcio Lacerda!

Somos muitos e estamos juntos!

PS: Muitas fotos foram tiradas, mas foram apagadas durante revista
policial afim de eliminar provas da ação ilegal.

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